A geração do engajamento: quando tudo é feito por likes e nada mais tem sentido
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Vivemos em uma era onde o “ser visto” vale mais do que “ser”. O comportamento humano virou espetáculo, e o preço da atenção é a própria consciência.
Tudo é feito por engajamento. A geração que se filma comendo como porcos, dançando em esgotos ou superando limites apenas para “viralizar” parece ter perdido o rumo entre o real e o digital. O absurdo virou entretenimento. O que antes causava espanto, hoje é algoritmo.
Enquanto isso, o sucesso financeiro se inverteu: quem está no OnlyFans muitas vezes ganha mais do que alguém com cinco anos de formação universitária. Comer saudável é “dieta”, e cuidar do corpo de forma natural é “chatice”. Mas beber dez cervejas na sexta-feira é “normal”, é “vida social”.
Vivemos em tempos de confusão moral e emocional. Ser bondoso demais desperta desconfiança; falar a verdade é visto como ofensa. Pessoas se sentem mais estressadas ao perder uma notificação do que ao perder o próprio propósito. É possível namorar alguém que conversa com outras dez pessoas ao mesmo tempo — e ainda achar isso comum.
A lealdade virou fraqueza. A saúde virou produto. A distração virou necessidade.
O sistema descobriu como domesticar o ser humano sem precisar de correntes: benefícios para te manter obediente, dopamina para te deixar quieto, remédio para calar qualquer grito interno.
O Estado te alimenta, as redes sociais te distraem, e a indústria farmacêutica te droga. Tudo para que você nunca desperte.
Mas esse não é um discurso de ódio. É apenas um espelho — duro, mas necessário — do mundo em que estamos vivendo.
No fim, a escolha ainda é sua:
seguir dormindo com o conforto do sistema ou acordar para o desconforto da verdade.
Escolha melhor. Seja diferente.