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Clientes do Banco Master viram alvo de golpe após fechamento; veja como se prevenir

por afonsobenites
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A liquidação do Banco Master abriu espaço para uma ola de golpes que tenta explorar a insegurança dos investidores. Desde terça-feira (18), quando o Banco Central decretou o encerramento das operações da instituição, clientes com aplicações congeladas tornaram-se alvo de criminosos que prometem facilidades inexistentes para liberar valores do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Com o início da corrida por informações sobre o ressarcimento, surgiram anúncios em redes sociais e aplicativos oferecendo “liquidez imediata” ou “antecipação” da garantia. A estratégia mira especialmente quem possui CDBs do banco e agora não tem acesso ao próprio dinheiro — cenário ideal para fraudadores. O FGC reforça que não acelera pagamentos, não usa intermediários e não cobra taxas. Qualquer promessa de adiantamento, alerta a instituição, é golpe. Sindicato fala em impacto a trabalhadores e clientes Nesta quarta-feira (19), o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que a decisão do BC deve afetar 515 funcionários e cerca de 12 milhões de clientes. A entidade também avalia como a liquidação pode repercutir no Will Bank, integrante do conglomerado Master. Em comunicado, o sindicato declarou que “segue atento, cobrando transparência e buscando todas as informações necessárias para proteger os direitos dos trabalhadores e garantir que qualquer ação siga rigorosamente a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria e a legislação vigente”. Só o canal oficial vale O gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil, Fernando Falchi, destaca que todo contato referente ao ressarcimento ocorre exclusivamente pelo aplicativo do FGC. Ele destaca que a garantia é automática, o que faz qualquer crédito “vinculado” ao pagamento soar como sinal de perigo. “O cibercriminoso sempre usa a pressa como arma. A verificação, feita no canal oficial, é o melhor antídoto para golpes digitais”, afirmou falando à Agência Brasil. Golpes mais frequentes A falta de um prazo exato para o início dos pagamentos alimentou fraudes que se passam por consultorias financeiras, advogados ou empresas especializadas. Os criminosos agem em duas frentes principais: 1. Phishing e roubo de dados Golpes que tentam capturar informações pessoais e bancárias por meio de: sites ou aplicativos falsos que imitam o FGC; links maliciosos enviados por mensageiros ou redes sociais; atendentes falsos pedindo códigos e senhas; apps fraudulentos que instalam malware. Com um clique, o usuário pode entregar credenciais, permitir acesso à conta bancária ou instalar softwares capazes de monitorar o dispositivo e registrar senhas. 2. Empréstimos disfarçados Também há ofertas de supostos “adiantamentos” do FGC que, na prática, escondem empréstimos com juros abusivos. Sem perceber, o investidor contrata crédito caro acreditando que está apenas antecipando o valor garantido. Como funciona o processo legítimo O FGC descreve as seguintes etapas para solicitar o ressarcimento. Fazer o cadastro inicial no aplicativo oficial do FGC; Aguardar o envio, pelo Banco Central, da lista de credores — o que costuma levar cerca de 30 dias; Habilitar o pedido de ressarcimento quando essa opção for liberada no app; Confirmar biometria, enviar documento e realizar assinatura digital; Receber o pagamento, geralmente realizado em até dois dias úteis. Não existe qualquer outra forma de antecipar, intermediar ou acelerar o procedimento. O que levou à liquidação O Banco Master ficou conhecido por oferecer CDBs que chegavam a 140% do CDI. Nos últimos meses, porém, a instituição acumulava dificuldades e operava com uma carteira de crédito considerada de alto risco. Fundado por Daniel Vorcaro – preso na terça-feira (18) – o banco acabou liquidado após investigação da Polícia Federal sobre a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), que também resultou na prisão de executivos. Com o fim das atividades, investidores com aplicações de até R$ 250 mil dependem exclusivamente do FGC para recuperar os valores — um processo que tem etapas formais e não ocorre de imediato, o que favoreceu o surgimento das fraudes.

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