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Gustavo Vieira vive indefinição sobre futuro no Vitória; relembre passagem

por afonsobenites
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A temporada de 2025 terminou e o Vitória já toma decisões pensando no próximo ano. Além da contratação do volante Caíque Gonçalves, do Juventude, o Leão negocia com outros nomes para reforçar o elenco comandado por Jair Ventura em 2026. No entanto, o clube baiano vive um momento de indefinição no cargo de Executivo de Futebol, cargo atualmente ocupado por Gustavo Vieira. O contrato do dirigente se encerra ao final deste ano e uma renovação está distante de acontecer. Com um olhar voltado para o mercado europeu e para jogadores livres, Gustavo trouxe oito reforços: o goleiro Thiago Couto (emprestado pelo Sport), o lateral-esquerdo Ramon (emprestado pelo Internacional), os meio-campistas portugueses Rúben Ismael e Rúben Rodrigues, o meia espanhol Aitor Cantalapiedra e os atacantes Romarinho, Renzo López, do Uruguai, e Kike Saverio, do Equador. Além deles, Dudu e Camutanga retornaram de empréstimo e passaram a ser considerados “reforços caseiros”. Com 29 contratações ao longo do ano, o Vitória foi o clube da Série A do Brasileirão que mais reforçou seu elenco em 2025. Desses, 21 chegaram ainda na primeira janela, entre 3 de janeiro e 28 de fevereiro, período em que Manoel Tanajura Neto, o Manequinha, ocupava o cargo de diretor executivo de futebol. O fraco desempenho da primeira janela custou o cargo a Manequinha, que, embora afastado da função, segue trabalhando no clube. Para substituí-lo, foi contratado Gustavo Vieira, responsável por conduzir uma reformulação na segunda janela, aberta entre 10 de julho e 2 de setembro. Após o fechamento da janela, Gustavo concedeu entrevista coletiva no Barradão para fazer um balanço do seu primeiro ciclo de contratações no clube e comentou sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Vitória e como buscou alternativas no mercado. Segundo ele, a tradição do clube foi um diferencial nas negociações em meio a falta de verba e na tentativa de mudar o padrão de contratações da equipe em relação aos últimas temporadas. “Quanto mais dinheiro você tiver, melhor. O mercado funciona assim: a questão financeira é um dos principais argumentos de convencimento. O Vitória não foge à regra dos outros clubes, nacionais e internacionais. Existe disputa pelo talento, e o recurso financeiro pesa. Mas há também outros fatores, como a história e a tradição, que o Vitória carrega como apelo”, afirmou. “Ajustar-se à realidade não significa ter muito ou pouco dinheiro; é preciso coerência com o que se trabalha. Eu não posso buscar atletas com valores muito fora da história do Vitória, porque isso beira a irresponsabilidade. Preciso ter fundamento para inovar e, quando possível, fugir dos parâmetros recentes do clube”, concluiu. O desempenho do clube na segunda janela, no entanto, foi aquém do esperado, já que apenas metade dos reforços foram importantes para a manutenção do time na primeira divisão. Somados os tempos em campo dos portugueses Rúben Ismael e Rúben Rodrigues, do equatoriano Kike Saverio e do brasileiro Romarinho, o cálculo rendeu apenas 192 minutos pelo Vitória. A minutagem equivale a pouco menos de três jogos inteiros. Assumindo a titularidade após a lesão de Lucas Arcanjo, o goleiro Thiago Couto foi importante nos nove jogos finais da competição, ajudando o time com defesas importantes. Apesar de inconstante em seu início, o lateral Ramon também teve momentos importantes, principalmente com a assistência para o gol da vitória no Ba-Vi e com o pênalti sofrido contra o Mirassol. Já Renzo López, além de marcar um gol, sofreu a penalidade que rendeu o primeiro triunfo fora de casa na Série A, contra o Santos. O principal reforço da segunda janela, no entanto, foi o espanhol Aitor Cantalapiedra. O camisa 17 cravou o seu lugar como titular com seis participações diretas em gols na primeira divisão. Foram três tentos anotados e três assistências concedidas em 19 partidas disputadas.  Gustavo Cecílio Vieira de Oliveira tem 47 anos e carrega o futebol no sangue. Chegou a atuar na base do São Paulo, fez parte da delegação da Seleção Brasileira nos Jogos Mundiais Universitários de Palma de Mallorca, em 1999, e teve passagem como profissional pela Portuguesa, antes de deixar os gramados para investir na carreira acadêmica. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP/SP), com especialização em Gestão do Esporte pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), Gustavo já foi diretor executivo de futebol do São Paulo, em 2013, e do Santos, em 2018 — cargo que deixou após dois meses devido a desentendimentos com o então presidente José Carlos Peres.

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