A Nike reconheceu que os uniformes produzidos para seleções que disputarão a próxima Copa do Mundo apresentam uma falha de acabamento na região dos ombros. O problema, segundo a empresa, é visível em alguns modelos, mas não interfere no desempenho dos jogadores em campo. A manifestação foi feita ao jornal britânico The Guardian, após torcedores e observadores notarem uma elevação incomum na costura durante amistosos recentes envolvendo equipes patrocinadas pela marca. “Durante a recente pausa internacional, observamos um pequeno problema em nossos uniformes de seleções nacionais, mais perceptível na área da costura do ombro. O desempenho não é afetado, mas a estética geral não está onde deveria estar”, disse a fornecedora em resposta ao jornal britânico. Apesar de garantir que a funcionalidade das peças permanece preservada, a empresa admitiu insatisfação com o resultado visual e afirmou que trabalha para corrigir a situação. “Sempre mantemos os mais altos padrões para nós e nossos produtos, e isso ficou aquém. Estamos trabalhando rapidamente para corrigir isso para jogadores e torcedores, porque cada uniforme deve refletir o cuidado, a precisão e o orgulho que o jogo merece”. Problema apareceu após estreia dos novos uniformes As novas camisas foram lançadas oficialmente em 23 de março para 16 seleções nacionais. Do total, 12 disputarão a próxima edição da Copa do Mundo, que será realizada no Canadá, México e Estados Unidos. O Brasil já utilizou os novos modelos nos amistosos contra França e Croácia, disputados nos dias 26 e 31 de março. Foi justamente nesses jogos que a alteração na região dos ombros ficou mais evidente, especialmente na partida contra os franceses, já que ambas as seleções vestiam uniformes produzidos pela mesma fornecedora. Além do Brasil, também receberam novos kits Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Croácia, França, Holanda, Inglaterra, Noruega, Turquia, Uruguai e Estados Unidos. Outro detalhe que chamou atenção no lançamento foi o segundo uniforme brasileiro, único entre as seleções patrocinadas pela marca a exibir o selo Jordan, marca criada pelo astro do basquete americano e que pertence à própria Nike. Tecnologia nova também foi aplicada nas camisas Todos os uniformes utilizam a tecnologia Aero-FIT, desenvolvida pela empresa com o objetivo de melhorar o conforto térmico e o rendimento dos atletas durante as partidas. “O [Aero-FIT] utiliza design computacional e um processo altamente especializado de tricô com costura específica para ajudar os atletas a se manterem frescos”. Segundo o The Guardian, o desenvolvimento das peças contou ainda com uso de dados de desempenho e recursos de inteligência artificial no processo de criação dos modelos. Até o momento, porém, não há confirmação sobre eventuais mudanças estruturais nas camisas já lançadas. No Brasil, os uniformes estão disponíveis para venda na versão torcedor por R$ 449,99. Já a edição idêntica à utilizada pelos jogadores é comercializada por R$ 749,99.
Nike admite erro de confecção nas camisas das seleções para Copa
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