Nesta quinta-feira (13), a Igreja Católica e fiéis de todo o país celebram o dia de Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida no Brasil. Conhecida carinhosamente como o “Anjo Bom da Bahia”, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes marcou a história ao dedicar sua vida inteira ao acolhimento de doentes, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Diferente da maioria das celebrações católicas, a festa em sua homenagem não ocorre na data de seu falecimento (13 de março de 1992), pois a época coincide com o período de recolhimento da Quaresma. A data escolhida pela Arquidiocese de Salvador remete a 13 de agosto de 1933, dia em que ela recebeu o hábito religioso na congregação. A vocação para ajudar o próximo começou cedo na vida de Maria Rita, que perdeu a mãe aos seis anos. Na adolescência, ela já transformava o porão da casa da família em um abrigo para necessitados, contando com a doação de vizinhos e parentes para obter mantimentos. Depois de se formar professora e ingressar na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde adotou o nome de Irmã Dulce, a religiosa deu início a projetos de forte impacto social. Na década de 1930, fundou iniciativas de apoio a trabalhadores e escolas para seus filhos. O grande marco de sua trajetória ocorreu em 1949, quando obteve autorização para acolher 70 doentes no galinheiro do convento. O espaço improvisado deu origem, anos mais tarde, ao Hospital Santo Antônio. Hoje, a estrutura integra as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), mantendo centenas de leitos voltados ao atendimento gratuito pelo sistema público. A dedicação da baiana foi tão expressiva que, em 1988, ela chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. A dedicação do “Anjo Bom” chamou a atenção do Vaticano em diversas ocasiões. Durante visita ao Brasil em 1980, o Papa João Paulo II abençoou a freira publicamente e a incentivou a continuar o trabalho. Anos depois, em 1991, o pontífice fez questão de visitar a religiosa no hospital, momento em que rezou ao seu lado nos últimos meses de sua vida. Irmã Dulce foi oficializada como santa pelo Papa Francisco em 13 de outubro de 2019, após o Vaticano comprovar cientificamente a ocorrência de dois milagres atribuídos à sua intercessão: Estancamento de hemorragia (2001): Uma paciente em Sergipe sofria de uma grave hemorragia pós-parto sem controle médico. O sangramento cessou imediatamente após familiares pedirem a ajuda de Irmã Dulce. Recuperação da visão (2014): Um maestro baiano que vivia com cegueira irreversível causada por glaucoma voltou a enxergar subitamente após fazer uma oração à santa durante uma crise de conjuntivite, feito considerado clinicamente impossível pela medicina.
Conheça Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida no Brasil
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