A médica Aline Candice Carlos Magalhães foi presa na última quarta-feira (12), suspeita de integrar um esquema de venda de diplomas falsos de Medicina, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A profissional possui atualmente dois registros ativos em Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), um na Bahia e outro em São Paulo. Aline se formou em 2022 na Universidade Brasil e não possui especialidade. A primeira inscrição no Conselho Regional de Medicina ocorreu em março de 2022, em São Paulo. Em maio do mesmo ano, ela se inscreveu no conselho na Bahia. Na sexta-feira (14), o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) confirmou ter recebido uma denúncia contra a profissional. Em nota, a entidade afirmou que os processos tramitam sob sigilo e que é garantido o direito à ampla defesa. “Por fim, esclarecemos que eventuais sanções públicas transitadas em julgado serão devidamente disponibilizadas para conhecimento da sociedade”, informou o Cremeb. Segundo a Polícia Federal, a médica é investigada por participação em um esquema de falsificação e venda de diplomas. Os documentos comercializados pelo grupo eram utilizados para o ingresso em cursos superiores de Medicina ou para a obtenção de registros profissionais. A Operação Canudo foi deflagrada na Bahia e em Minas Gerais. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária contra os investigados. As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos no esquema.
Quem é a médica presa suspeita de envolvimento em esquema de diplomas falsos de Medicina
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