O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, revelou que um dos adolescentes envolvidos na morte do cão Orelha cometeu outras infrações. Segundo ele, o pedido de internação do menor foi justificado pela “reiteração no cometimento de outras infrações graves”. As informações são de O Globo. Apesar de identificar que quatro adolescentes participaram do ataque violento ao animal, a polícia solicitou a internação no sistema socioeducativo de apenas um deles. A medida priva o menor de liberdade pelo prazo máximo de três anos. Segundo Ulisses, os investigadores utilizaram um recurso do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a medida caso o menor tenha praticado mais de um ato infracional. Ele acrescentou que, além do ataque ao animal, o menino teria cometido outras duas infrações. “O adolescente investigado teria praticado mais de um ato infracional. No dia 4 de janeiro, o caso Orelha. No dia 11 de janeiro, ofensas a um porteiro. E, no dia 11 de janeiro, às 3h30, invasão de quiosque e furto de bebidas”, revelou em entrevista ao O Globo. A defesa do adolescente questionou as investigações e apresentou um vídeo em que o animal aparece vivo. A Polícia Civil confirmou Orelha aparece vivo nas imagens, mas afirmou que o registro não contradiz a investigação.
Caso Orelha: delegado diz que adolescente alvo de internação já cometeu outras infrações
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