Em meio a uma das maiores crises institucionais de sua história recente, a seleção italiana já começa a traçar os próximos passos em busca de reconstrução e tem um nome de peso como principal alvo: Pep Guardiola. Fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, a Itália vive um cenário de ruptura dentro e fora de campo. Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, a Federação Italiana de Futebol pretende investir pesado para tentar convencer o atual técnico do Manchester City a assumir a equipe no ciclo até o Mundial de 2030. A operação, no entanto, é considerada complexa. Guardiola tem contrato com o clube inglês até 2027, além de exigir um projeto esportivo sólido e competitivo. Ainda assim, o treinador já manifestou em outras ocasiões o desejo de comandar uma seleção no futuro, o que mantém viva a esperança dos italianos. A movimentação da federação acontece em meio a um colapso esportivo e político. A Itália foi eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia e ampliou a sequência negativa fora das Copas, já que também ficou de fora das edições de 2018 e 2022. A queda mais recente desencadeou uma série de mudanças. O presidente da federação, Gabriele Gravina, renunciou ao cargo após forte pressão interna e externa. Ele estava à frente da entidade desde 2018 e, apesar do título da Eurocopa em 2021, não conseguiu evitar o declínio esportivo da ‘Azzurra’. A pressão política também aumentou. O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, chegou a pedir publicamente a saída do dirigente, defendendo uma reformulação completa no futebol do país. Dentro da seleção, o cenário também é de incerteza. O técnico Gennaro Gattuso dificilmente permanecerá no cargo após a eliminação, enquanto o ex-goleiro Gianluigi Buffon deixou a função de gerente-geral. Mesmo diante das dificuldades, Guardiola é tratado como prioridade máxima para liderar a reconstrução da Itália. A ideia da federação é definir rapidamente o novo treinador, já com foco no início da próxima edição da Liga das Nações, em setembro. Caso a negociação não avance, outros nomes de peso aparecem como alternativas. Entre eles estão Roberto Mancini, campeão da Eurocopa de 2020 com a própria Itália, Antonio Conte, atualmente no Napoli, e Massimiliano Allegri, que comanda o Milan. A ausência em três Copas consecutivas escancarou problemas estruturais no futebol italiano e acelerou a necessidade de mudanças profundas. A próxima assembleia da federação, marcada para 22 de junho, deve definir os rumos da entidade e iniciar oficialmente um novo ciclo. Dentro de campo, a Itália também já tem compromissos pela frente. Entre setembro e outubro, a equipe volta a campo para desafios contra Bélgica, Turquia, França e outro jogo contra os turcos, pelo Grupo 1 da Liga das Nações.
Fora da Copa, Itália vive crise e sonha com Guardiola para comandar a seleção
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