Ter mais de 65 anos não livra ninguém do Imposto de Renda e esse é um erro comum entre contribuintes. A obrigatoriedade segue ativa para quem ultrapassa os limites definidos pela Receita Federal, como renda tributável acima de R$ 35.584 ou patrimônio superior a R$ 800 mil. O que existe é um benefício específico, e não uma isenção automática. Contribuintes com mais de 65 anos têm direito a uma faixa adicional de isenção, aplicada apenas sobre aposentadorias e pensões. Esse mecanismo reduz a base de cálculo do imposto, mas não elimina a tributação. Outras fontes de renda, como aluguel, investimentos ou trabalho, continuam sendo tributadas normalmente. A ampliação da faixa de isenção mensal para até R$ 5 mil já está definida, mas ainda não entra na declaração que será entregue neste ano. Segundo a Receita Federal, o IR deste ano considera os rendimentos do ano-base 2025, período em que a nova regra ainda não estava em vigor. O impacto só deve aparecer na declaração de 2027. Em discussão no Congresso, o Projeto de Lei 5965/2023 prevê isenção do Imposto de Renda para contribuintes com mais de 75 anos, dentro do limite da Previdência. A proposta também trata da contribuição previdenciária, que mantém a cobrança apenas sobre os valores acima do teto. O texto ainda precisa avançar no Senado para virar regra. Mesmo em casos de baixa ou nenhuma tributação, especialistas recomendam manter a declaração. O documento pode ser exigido como comprovante de renda em operações de crédito e também é usado para recuperar valores retidos na fonte. A idade reduz a carga tributária em casos específicos, mas não altera a estrutura da obrigação fiscal. Enquanto novas mudanças não entram em vigor, valem as regras tradicionais da Receita.
IR 2026: O detalhe na isenção para quem tem mais de 65 anos que evita a malha fina
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