Quem vê o brilho dourado que tomou conta do Expresso 2222 nesta sexta-feira (13) sabe que a noite não é apenas de festa, mas de reverência. E ninguém melhor para traduzir esse sentimento do que Luedji Luna. A cantora, que foi um verdadeiro “respiro de cura” para Preta Gil em seus momentos mais difíceis, marcou presença na abertura do camarote e conversou com a gente sobre o peso de celebrar a amiga. Para Luedji, estar ali é mais do que um compromisso de Carnaval; é um ato de gratidão. “Ela sempre foi muito generosa comigo e com o meu trabalho. É um ser humano que transmitiu amor por onde passou”, desabafou a artista. A conexão entre as duas, que se imortalizou na parceria musical “Na Batucada”, vai muito além dos palcos. Luedji foi rede de apoio para Preta, e hoje, ela enxerga a trajetória da filha de Gilberto Gil como um mapa para as próximas gerações. Ao ser questionada sobre o papel do artista em ocupar espaços, Luedji foi cirúrgica ao citar referências como Nina Simone. “Acho que todos os artistas devem repetir o seu tempo. Vivemos num país riquíssimo, mas cheio de questões para avançar”, afirmou. Para ela, a dimensão pública de um artista deve servir como ferramenta de mudança: “É nossa função fazer da nossa arte uma plataforma para construir um Brasil melhor”. Ao definir Preta, Luedji não usou o passado. Para ela, a amiga é um presente contínuo. “Imortal. Ela imortalizou. Preta é uma vida que deve ser celebrada todos os anos”. O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.
Luedji Luna emociona ao revelar o maior legado deixado por Preta Gil: ‘Imortal’
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