Mais de mil mulheres de diversas cidades baianas participaram, nesta quinta-feira (27), do Grande Encontro de Mulheres, realizado no comitê da campanha de ACM Neto, em Salvador. O evento marcou o lançamento do movimento As Donas da Voz, iniciativa que tem como proposta estimular a participação feminina nos debates públicos e fortalecer uma rede de articulação em diferentes regiões do estado. Com o tema “Pra mudar a Bahia”, a programação reuniu representantes de diferentes áreas de atuação, entre elas lideranças comunitárias, prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras, gestoras públicas, empresárias e integrantes de organizações da sociedade civil. Participaram do evento nomes ligados à mobilização feminina e à política baiana, como Rosário Magalhães, mãe de ACM Neto; Íris Azi, presidente estadual do União Brasil Mulher Bahia; Rebeca Cardoso, primeira-dama de Salvador; Mariana Magalhães, esposa de ACM Neto; Patrícia Santana, esposa de Zé Cocá; e Eleusa Coronel, esposa de Ângelo Coronel. O evento também contou com a presença do prefeito de Salvador, Bruno Reis, além dos candidatos ACM Neto, Zé Cocá, Ângelo Coronel e João Roma. Ao longo da programação, mulheres compartilharam experiências e iniciativas desenvolvidas em suas comunidades, destacando projetos e ações voltados à transformação social. O encontro também foi marcado pela apresentação oficial do movimento e pela leitura do Manifesto das Mulheres Baianas. O documento foi entregue a ACM Neto por Ivone Santana, aposentada e fundadora da Associação Ivone Paula, entidade que desenvolve ações voltadas ao acolhimento e ao cuidado de mulheres idosas e mulheres negras. Para a presidente do União Brasil Mulher na Bahia, Íris Azi, o movimento surge como uma ferramenta de fortalecimento da participação feminina nos espaços de decisão. “O que precisamos buscar é justamente esse protagonismo. Temos avançado, mas os números ainda nos preocupam, especialmente diante da violência contra a mulher, que não é apenas física, mas também psicológica e política. É fundamental que as mulheres tomem consciência desse poder de fala, desse lugar de voz. Política é lugar de mulher, lugar de poder também é lugar de mulher, e precisamos continuar avançando cada vez mais”, afirmou. Rosário Magalhães afirmou o movimento representa a construção de uma rede permanente de apoio entre mulheres baianas. “As Donas da Voz nasce para mostrar que cada mulher tem algo importante a dizer. Não se trata de falar mais alto, mas de assegurar que nossas vozes sejam ouvidas e respeitadas. Quando uma mulher fortalece a outra, todas avançam juntas. Estamos dando início a um movimento que acredita na força da voz feminina. Ser dona da própria voz é poder participar, opinar, ocupar espaços e contribuir para as transformações que queremos ver na Bahia. Este é um movimento que nasce da união entre mulheres e da certeza de que, quando uma avança, abre caminho para muitas outras”, disse. Já a pedagoga Nívia Martins, 35 anos, disse que a iniciativa contribui para que as mulheres reconheçam sua capacidade de ocupar espaços de protagonismo. “Esse movimento é de suma importância porque ajuda as mulheres a se enxergarem como protagonistas. Muitas vezes, nós não nos sentimos capazes de ocupar determinados espaços de poder, e iniciativas como essa mostram que podemos ir além do que imaginamos. As Donas da Voz fortalece essa percepção e valoriza o potencial que cada mulher tem para transformar a sociedade”, afirmou. Moradora de Salvador, a auxiliar administrativa Carla Cristina Santos de Oliveira, 48 anos, também destacou a importância de ampliar os espaços de participação feminina. Para ela, a presença das mulheres pode contribuir diretamente para a construção de políticas públicas que atendam às diferentes realidades do estado. “Esse projeto abre espaço para que as mulheres sejam ouvidas e participem mais das decisões que impactam suas vidas. A mulher tem força, inteligência e capacidade de chegar onde muitas vezes ninguém chega. Acredito que esse movimento pode contribuir para a construção de políticas públicas mais efetivas nas áreas de educação, saúde e mobilidade, levando mais esperança e oportunidades para as mulheres da Bahia”, disse. O encerramento do evento contou com uma fala de ACM Neto sobre a importância da participação feminina nos processos de transformação social e na construção de propostas para o futuro da Bahia. Na ocasião, o candidato também apresentou propostas voltadas ao atendimento das demandas das mulheres baianas. Entre elas está o projeto Volta por Cima, que prevê um auxílio por até 24 meses para mulheres vítimas de violência doméstica. “Sabemos que grande parte dos casos de feminicídio acontece dentro de casa e que, muitas vezes, o agressor é o próprio companheiro. Infelizmente, muitas mulheres permanecem em situações de violência porque não têm condições financeiras de sair de casa, sustentar os filhos e recomeçar a vida. Com esse apoio, queremos oferecer autonomia e segurança para que elas possam romper esse ciclo, reconstruir suas vidas e proteger suas famílias”, afirmou ACM Neto. O candidato também defendeu a ampliação da rede de delegacias especializadas no atendimento à mulher no interior do estado. “Também vamos firmar um pacto pela vida das mulheres baianas, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o número de delegacias especializadas de atendimento à mulher no interior do estado. Nossa prioridade é que essas unidades funcionem 24 horas por dia, porque a violência não tem hora para acontecer”, pontuou. Como participar do movimento Além do lançamento formal, a proposta do As Donas da Voz prevê uma atuação permanente das participantes. Durante o encontro, as mulheres foram convidadas a integrar diferentes frentes de atuação relacionadas à mobilização comunitária, comunicação digital, formação de multiplicadoras e defesa da democracia, fortalecendo uma rede de engajamento em todo o estado. Para integrar o movimento As Donas da Voz, as interessadas devem se cadastrar por meio do site oficial. Após a inscrição, elas passam a fazer parte de um grupo de WhatsApp, onde recebem orientações e informações sobre as ações do movimento. As participantes podem escolher diferentes formas de atuação, como embaixadoras da comunidade, da mobilização digital, multiplicadoras da rede ou fiscais da democracia. Dessa forma, contribuem para ampliar o engajamento feminino e fortalecer a participação das mulheres em diferentes regiões da Bahia.
Mais de mil mulheres de toda a Bahia lançam movimento As Donas da Voz em Salvador
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