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O fungo de Chernobyl que desenvolveu uma habilidade incrível para sobreviver à radiação

por afonsobenites
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A ideia de organismos que sobrevivem consumindo energia extrema pode parecer coisa de filme, mas a ciência já encontrou exemplos surpreendentes na vida real. Em áreas altamente contaminadas por radiação, como a região de Usina Nuclear de Chernobyl, existem fungos capazes de se adaptar e até prosperar nesse ambiente hostil. Após o desastre nuclear, cientistas identificaram formas de vida incomuns na zona de exclusão. Entre elas estão os chamados fungos radiotróficos, que conseguem crescer em locais com altos níveis de radiação, algo letal para a maioria dos organismos. Esses fungos foram estudados em pesquisas publicadas na revista PLOS One e incluem espécies como Cryptococcus neoformans e Cladosporium sphaerospermum. Esses microrganismos utilizam a melanina, o mesmo pigmento presente na pele humana, para interagir com a radiação ionizante. Esse processo pode ajudar na geração de energia para suas funções vitais. Conhecido como “radiossíntese”, esse mecanismo ainda não é totalmente compreendido. O que se sabe é que a radiação altera propriedades da melanina, facilitando reações químicas essenciais para o metabolismo do fungo. Na prática, isso permite que esses organismos:

  • Cresçam mais rapidamente em ambientes extremos
  • Aproveitem melhor nutrientes escassos
  • Sobrevivam em locais altamente contaminados

Apesar disso, eles ainda dependem de matéria orgânica para se desenvolver. O primeiro registro desses fungos aconteceu durante expedições científicas lideradas pela microbiologista Nelli Zhdanova. A missão buscava identificar formas de vida ao redor do reator destruído, e acabou revelando dezenas de espécies adaptadas à radiação. Embora esses organismos consigam lidar com radiação, eles não têm relação com fenômenos espaciais como estrelas. O Sol, por exemplo, já tem um destino definido pela ciência: daqui a bilhões de anos, ele se transformará em uma gigante vermelha. Nesse processo, a estrela deve se expandir e pode engolir planetas próximos, como Mercúrio e Vênus, e possivelmente até a Terra. Depois, perderá suas camadas externas e dará origem a uma nebulosa, restando apenas um núcleo denso conhecido como anã branca.

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