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Padre que debochou de Preta Gil em missa terá de pagar R$ 250 mil se não pedir desculpas a Gil em até 30 dias

por afonsobenites
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O padre Danilo César, que foi denunciado por intolerância religiosa contra Preta Gil durante uma missa no ano passado, terá que pedir desculpas à família Gil. Fechado em 11 de abril, o acordo precisa ser homologado pela Justiça. O sacerdote, que é da paróquia de Areial, na Paraíba, concordou em pedir desculpas à família de Preta, citando nominalmente o pai dela, Gilberto Gil. Com isso, o padre evita um pagamento de R$ 370 mil. O pedido de desculpas deve ser feito em até 30 dias úteis a contar da homologação do acordo pela Justiça. Se ele não fizer isso, está previsto o pagamento de multa de R$ 250 mil. De acordo com o acordo, o pedido de desculpas deve ser feito durante uma missa que será transmitida no canal do Youtube da Paróquia de Areial, isso com intutito das desculpas serem veiculadas no mesmo ambiente e com o mesmo alcance das falas que deram origem ao processo. Relembre o caso O padre Danilo César, de 32 anos, natural de Monteiro, no interior da Paraíba, se tornou o centro de uma controvérsia nacional após declarações consideradas ofensivas às religiões de matriz africana. O episódio aconteceu durante uma homilia transmitida ao vivo pela Paróquia de São José, em Areial (PB), uma semana depois da morte da cantora Preta Gil, em julho de 2025. Durante a pregação, o sacerdote ironizou uma oração feita por Gilberto Gil aos orixás, divindades do candomblé e da umbanda, e perguntou em tom de deboche: “Gilberto Gil fez uma oração aos orixás… cadê o poder desses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?” A fala foi transmitida pelo canal da paróquia no YouTube e rapidamente viralizou nas redes sociais. Diante da repercussão negativa, o vídeo foi retirado do ar. A família de Gilberto Gil decidiu acionar a Justiça contra o padre, pedindo indenização de R$ 370 mil por danos morais, com base nas leis que tipificam intolerância e racismo religioso. Segundo a advogada Layanna Piau, representante da família, as falas do sacerdote ultrapassaram os limites da liberdade religiosa e configuram discurso de ódio contra religiões afro-brasileiras. O processo corre em sigilo, e tanto o padre quanto a Diocese de Campina Grande, à qual ele é vinculado, não se manifestaram até o momento sobre o caso.

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