O funcionário do Cefet do Maracanã, no Rio de Janeiro, que matou duas colegas de trabalho estava afastado das atividades havia 60 dias, por problemas psiquiátricos, segundo informações dadas à Polícia Militar. Identifica do como João Antônio Miranda Tello Gonçalves, ele tirou a própria vida depois de matar a diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Pinheiro. Segundo reportagem do portal G1, João Antônio manifestava interesse em voltar a atuar no setor em que Allane atuava, com o fim do seu afastamento. Entre dezembro de 2019 e junho de 2020, João Antônio ocupou o cargo de coordenador da Coordenadoria Pedagógica do Departamento de Ensino Médio e Técnico do Cefet, função que envolvia supervisão de atividades pedagógicas e gestão de equipe. Após esse período, seguiu atuando em outras funções internas da instituição até o afastamento. As duas vítimas do ataque eram profissionais de destaque na instituição. Allane era diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (DIACE), enquanto Layse atuava como psicóloga do Cefet. Colegas ressaltaram que João Antônio tinha relação profissional direta com ambas, especialmente com a diretora. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que analisa o histórico funcional do servidor, incluindo o período de afastamento e o contexto que pode ter contribuído para o desfecho. As autoridades ainda buscam compreender os fatores que levaram ao ataque dentro da instituição. Como o ataque ocorreu De acordo com relatos colhidos pela polícia, João entrou primeiro na sala onde estava Allane e efetuou disparos à queima-roupa, atingindo a diretora na nuca e no ombro. Em seguida, ele seguiu para outra sala e atirou contra Layse, que foi baleada na cabeça e no abdômen. Depois disso, o servidor foi até uma terceira sala, onde cometeu suicídio. Os policiais o encontraram já sem vida, ao lado de uma pistola Glock .380 usada nos disparos. Pânico e testemunhos O ataque provocou desespero entre alunos e servidores. Professores choraram ao receber a confirmação das mortes na porta da instituição. “O que sabemos é que ele foi direto para as salas onde elas estavam”, contou o professor Hilário Rodrigues ao portal G1. Outro docente relatou o momento de aflição durante a aula. “A gente está emocionado, porque você está dando aula… Os alunos ficaram desesperados”, disse. Ele lembrou que o Cefet sempre foi considerado um ambiente seguro. “É lamentável. O Cefet sempre foi um ambiente tão tranquilo para se trabalhar, os colegas, alunos…”. O estudante Jonathan relatou que ouviu barulhos que pareciam disparos, mas só percebeu o que havia acontecido quando outra pessoa entrou na sala avisando que uma funcionária tinha sido baleada. “Eu estava numa aula de reforço e do nada eu escutei uns quatro barulhos (…). Só que eu não botei fé que era tiro”, afirmou. “Aí começou o desespero total”, completou. Socorro e evacuação A Polícia Militar evacuou o prédio para garantir que não havia outras ameaças. O Corpo de Bombeiros atendeu as vítimas ainda no local, e ambas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiram aos ferimentos.
Servidor que matou diretora e psicóloga do Cefet estava afastado há 60 dias por problemas psiquiátricos
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