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‘Sicário’ de Vorcaro morre após ser preso pela PF

por afonsobenites
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Morreu nesta quarta-feira (4) Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que ficou conhecido recentemente como “sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro. Mourão estava internado desde a tarde, após ser encontrado desacordado na cela onde estava custodiado, na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais, em Belo Horizonte. Segundo a PF, Mourão recebeu atendimento médico após atentar contra a própria vida e chegou a ser reanimado. Na sequência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para conduzi-lo a uma unidade de saúde. “A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado foi encaminhado à rede hospitalar para avaliação e atendimento médico. A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro relator no Supremo Tribunal Federal e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido”, informou a PF, em nota. O “sicário” foi encaminhado ao Hospital João XXIII, mas teve a morte encefálica constatada ao dar entrada na unidade, conforme informações do portal g1. Mourão foi detido pela Polícia Federal nesta quarta-feira, durante a execução da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do Banco Master. Ele e o policial aposentado Marilson Silva são apontados, segundo as investigações, como responsáveis por atividades de monitoramento de “adversários” de Vorcaro. As provas colhidas pela PF incluem diálogos em que o banqueiro autoriza ataques físicos contra adversários. Em uma das conversas, Vorcaro orienta Mourão a agredir um chefe de cozinha ligado a um ex-funcionário que teria gravações do banqueiro. “O bom é dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, escreveu o banqueiro em mensagem interceptada pelos investigadores. Em outro trecho das mensagens interceptadas, Vorcaro pede para “moer” uma empregada doméstica após supostas ameaças feitas pela mulher. O banqueiro ainda determinou o levantamento dos dados da funcionária: “Tem que moer essa vagabunda. Puxa endereço, tudo”. De acordo com o relatório policial, a organização operava por meio de um grupo no WhatsApp intitulado “A Turma”. Mourão exercia o papel de coordenador operacional das ações. Ele receberia remuneração de R$ 1 milhão por mês para neutralizar questões sensíveis ao banqueiro, segundo a investigação.

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