Lar Todas as Noticias Síndico diz que matou corretora sozinho em prédio: ‘Meu filho não tem nada a ver com isso’

Síndico diz que matou corretora sozinho em prédio: ‘Meu filho não tem nada a ver com isso’

por afonsobenites
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O síndico Cléber Rosa de Oliveira afirmou que cometeu sozinho o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, e negou qualquer participação do filho, Maicon Douglas de Oliveira, no crime. A declaração foi feita nesta quarta-feira (28), quando ele chegava à Central de Flagrantes Especializadas, em Goiânia. “Meu filho não tem nada a ver com isso”, disse o investigado à TV Anhanguera. Pai e filho estão presos temporariamente em Caldas Novas. Enquanto Cléber é investigado por homicídio e ocultação de cadáver, a Polícia Civil apura se Maicon ajudou o pai a esconder provas após o crime. Ambos foram presos na madrugada de ontem, no prédio onde moravam. As prisões temporárias têm duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Segundo os investigadores, há indícios de que o filho tenha entregue um celular novo ao pai, o que poderia ter sido uma tentativa de dificultar a apreensão do aparelho antigo. A suspeita é de que isso tenha ocorrido depois do assassinato. “A prisão foi solicitada, em primeiro momento, para que a gente pudesse entender se essa participação já acontecia desde a prática desse homicídio ou se só aconteceu depois que o crime ocorreu”, explicou André em entrevista à TV Anhanguera. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. Imagens de câmeras de segurança do elevador mostram a corretora descendo até a recepção e, depois, seguindo para o subsolo do edifício. De acordo com a polícia, Cléber teria utilizado as escadas para evitar ser filmado. O gravador das câmeras de segurança foi apreendido e passará por perícia para verificar se houve adulteração ou exclusão de imagens. “O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi e em que momento foi, se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido passadas para a Polícia Civil”, contou o delegado. Durante o período em que a corretora esteve desaparecida, vieram à tona diversos conflitos entre ela e o síndico, que incluíam brigas no condomínio e disputas judiciais. Segundo a família da vítima, são 12 processos envolvendo os dois. A polícia aponta que a motivação do crime pode estar relacionada a conflitos comerciais e à administração de seis apartamentos pertencentes à família de Daiane. “O síndico administrava [os apartamentos] e eles [família da vítima] passaram a administração para Daiane. Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição”, relatou o delegado. Após a prisão, Cléber confessou o crime e levou a polícia até o local onde havia deixado o corpo da vítima, encontrado em uma área de mata. O cadáver estava em estado avançado de decomposição e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Goiânia. Segundo a Polícia Científica, o laudo da necropsia, que deve indicar a causa da morte, tem previsão de conclusão em até 10 dias. Em entrevista à TV Anhanguera, o advogado Felipe Borges de Alencar afirmou que a defesa de Cléber adotará uma postura colaborativa e que uma nota será divulgada após o acesso aos autos. A defesa de Maicon não foi localizada.

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