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Ali Khamenei: quem é o líder supremo do Irã que Trump diz ter sido morto

por afonsobenites
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O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, teve a morte declarada por Donald Trump após ataques realizados por forças americanas e israelenses contra o território iraniano. O governo iraniano, no entanto, não confirmou a informação até o momento. A morte seria um grande golpe no país atacado. Isso porque Khamenei é a principal autoridade política e religiosa do Irã e está no comando do país desde 1989. Como líder supremo, concentra poderes sobre o Estado, as Forças Armadas e as principais instituições da república islâmica. Durante quase quatro décadas no poder, governou com mão de ferro, reprimindo movimentos de oposição e resistindo a reformas políticas. No cenário internacional, manteve postura hostil aos Estados Unidos e nunca reconheceu a legitimidade do Estado de Israel. A escolha de Khamenei para o cargo foi considerada uma surpresa na época. Ele assumiu a liderança após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador da república islâmica, embora não fosse visto como um dos principais nomes da revolução que derrubou a monarquia iraniana. Antes de chegar ao posto máximo do regime, Khamenei foi vice-ministro da Defesa e presidente do Irã durante a guerra contra o Iraque na década de 1980. Na época da sucessão de Khomeini, ele sequer possuía o título religioso de aiatolá, requisito tradicional para o cargo. Nascido em 1939 na cidade sagrada de Mashhad, Khamenei é filho de uma família religiosa e pobre. Ele cresceu durante o reinado do xá Mohammad Reza Pahlavi, período em que o Irã mantinha relações próximas com os Estados Unidos e também com Israel — alianças que seriam rompidas após a revolução islâmica de 1979. Entenda o caso O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28), deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. Após os ataques, o governo brasileiro divulgou uma nota em que condena a ação dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e em que defende a negociação entre as partes para evitar a escalada de hostilidades. Na nota, o Itamaraty pede aos envolvidos que respeitem o direito internacional e “exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”. O governo diz ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos das ações e recomenda que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países em que estiverem.

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